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domingo, 15 de agosto de 2021

As Farsas contra a Empatia e o Bem-estar social


Este texto traz um resumo histórico de ideologias segregadoras que se alastraram da religião à economia ocidental e seus efeitos nocivos ao desenvolvimento dos sentimentos (empatia por exemplo) e ao bem-estar social. 

Conforme o empirismo britânico e o materialismo foram se propagando entre as classes intelectuais durante o iluminismo, passando pelas tentativas de segmentação entre filosofia e ciência, certo campo foi majoritariamente deixado em segundo plano: Os sentimentos. 

É compreensível em partes, pois apesar de sua importância (citada neste texto, por exemplo: https://amorpelosabersaberamar.blogspot.com/2023/12/para-preencher-o-vazio.html), os sentimentos são, ou deveriam ser, estudados basicamente pela psicologia. Desculpas para relegá-los ao um segundo plano, são inúmeras: Sua subjetividade, uma suposta insignificância diante outras áreas do saber, suas particularidades etc. 

Neste longo processo de desenvolvimento e de cisões, a ciência (portanto uma parte significante dos psicólogos), afastou-se destes 3 temas: religião, filosofia e sentimento. Obviamente isto foi útil para alguns campos da ciência que precisaram da diminuição de interferências feitas por religiões. Porém não é o caso da psicologia, ao menos, não mais. Desde a segunda metade do século 19, bases de estudo para psicologia vêm sendo criadas. São as bases teóricas, ou seja, estruturas que servem de parâmetro para estudar e tratar pacientes e clientes da psicologia. O que pouco se fala é que a ciência apoia-se em pressupostos filosóficos e a filosofia ocidental desde sua fundação a partir de Platão e seu estudo de outros filósofos como Sócrates, Parmênides, Anaxágoras e Pitágoras, se apoia na ética e não numa visão de mundo materialista. A base da filosofia ocidental então é (ou deveria ser) ética, porém a ciência moderna foi estruturada essencialmente no métodos de investigação empírico. Esta escolha por métodos para formar uma base gerou segmentações profundas na psicologia: Apesar disto, estas segmentações não são diferentes campos de atuação e sim três frentes teóricas (Comportamental, Psicanalítica e Fenomenológica), cada uma delas com variadas abordagens. 

Independentemente da frente, o sentimento passou a ganhar notável relevância nas abordagens psicológicas em meados do século 20, talvez mostrando uma relação com os movimentos sociais contra o conservadorismo e contra o consumismo durante os anos 60 (movimento hippie, amor livre, protestos antirracistas etc). A partir daí fica mais notória a importância e a possibilidade de tratar sofrimentos psíquicos/ emocionais antes que se tornem mais graves. Estes casos mais graves são considerados psicopatologias (doenças mentais) por muitas das "abordagens" da psicologia. Sim, epidemias de ansiedade e depressão geralmente têm origem em sofrimentos psíquicos, muitas vezes causadas por relações familiares/ sociais conturbadas ou difíceis, afinal é bem improvável que a maioria da população humana mundial tenha nascido com problemas de origem neurológica. Esta é uma prova óbvia (mas negada por muitos) da importância dos sentimentos na saúde mental humana. 

O ser humano é capaz de desenvolver e adquirir tanto conteúdo racional como conteúdo sentimental. A partir do ponto em que nota-se a necessidade de sentimento e o potencial de adquirir conteúdos racionais e sentimentais é possível entender o quanto os vazios afetivos e os sentimentos negativos podem ser perigosos (cada um a sua maneira/ velocidade, é verdade): 

Relacionar-se requer alguma abertura (falar de si, dar atenção ao outro...) e alguma coragem. Quando não há relação com o novo, ou quando alguém se dispõe a alguém insensível / oportunista, resumidamente cria-se um sentimento de tristeza ou um vazio. Daí lideranças interesseiras podem preencher estes vazios com sentimentos negativos, como por exemplo incitando o orgulho nas pessoas de um determinado grupo: Pode ser uma igreja, ou uma religião inteira; Um clube de motociclistas, de "gamers", de fãs de determinado estilo musical ou tantos outros grupos com algo em comum. Incita-se ao ódio aos estranhos ou aos desconhecidos, basicamente de outros grupos. Basta colocar a culpa de determinados problemas, sejam sociais ou econômicos neste estranho, então está criado o vilão. 

Não basta estudo racional para evitar tal tipo de manipulação. A necessidade de sentimento é uma verdade óbvia e superior a qualquer argumento superficial que tente diminuí-la. 

Os Movimentos de Manipulação 

O conservadorismo e o consumismo foram propagados como proposta para "distrair/ ocupar" as pessoas. Obviamente eles foram utilizados por lideranças de alguns setores da sociedade, mas deixemos para abordar tais lideranças em outra ocasião. 

O sufixo "ismo" indica centralidade, ou seja, dar maior importância, por isto, muitas vezes indica uma doutrina, ou um sistema centrado em tal tema. 

Assim, vejamos primeiramente o conservadorismo: Trata-se de uma doutrina onde conservar é mais importante do que tudo. Conservar o que? Conservar sem definir um alvo, é conservar as coisas em geral como estão, negando novidades e descobertas. Sendo assim, as ideologias conservadoras se referem a manter tradições, ritos e costumes antigos. Esta defesa do antigo e da estagnação acaba negando possíveis questionamentos, descobertas e novidades (daí o negacionismo). Ser contra esclarecimentos, estudos e transparência nas comunicações é ser contra a liberdade com responsabilidade e contra o progresso, afinal quanto mais estática/ estagnada a sociedade, menos conhecimento é construído pela humanidade. Por exemplo, quanto mais voltarmos no passado, mais as pessoas com menos conhecimento precisavam recorrer às minorias que conheciam os fatos e a natureza ao seu redor, pois a propagação de informação e a construção de conhecimento eram mais lentas devido não só à falta de recursos, mas também à conservação de tradições e costumes inquestionáveis, tabus etc. Acontece que eventualmente, alguns destes que "conheciam os fatos" eram interesseiros e acabaram manipulando aqueles indivíduos com menos conhecimentos. Isto se repetiu "X" vezes na história, atingindo seu ápice no campo religioso. Portanto, conservadores muitas vezes são religiosos com medo da ciência, desprezo pela filosofia e negação do desconhecido. Esses sentimentos de medo, desprezo e negação facilmente se transformam em ódio, ou seja, é claro que em algum momento a persistência no conservadorismo gera misoneísmo (medo ao novo/ ódio ao novo) e às vezes, é um mero sinônimo deste último. 

Um medo em menor escala, geralmente é chamado de receio e está ligado ao "ato" de hesitar. Nesta pequena quantidade, ele pode até ser saudável quando nos protege de um perigo. Porém o medo em si, é essencialmente paralisante, e portanto, estagnante: Impede ou atrasa descobertas e progresso. 

Já o ódio (incluindo os discursos de ódio) vai contra tolerância e piedade. Tolerância e piedade já são positivos por si, permitindo abertura ao diálogo e às relações. Além disto, quando mútuos, ou seja, de ambos os lados de uma relação interpessoal ou inter social, são evidentemente saudáveis para todos. Eles não são estagnantes como o medo, pois a curiosidade existe independentemente do ódio e da piedade. Por fim, a tolerância e a piedade podem mostrar-se como manifestações de um amor expansivo, enquanto o ódio é o querer mal, é o desejo de vingança, de atormentar ou de destruir algo, alguém ou algum grupo. Como todo ser humano tem necessidade de sentimento, líderes interesseiros, pessoas mais influentes, conseguem manipular facilmente estas coisas. 

Seguindo esta linha, o consumismo é a doutrina do consumir: Comprar, gastar em primeiro lugar, menosprezando a consciência e o cuidado com o ambiente e com a sociedade. É o ato de "criar necessidades" e obviamente essa criação não é da natureza (para ateus e céticos) nem de Deus (para religiosos e afins). Esta criação de necessidades é realizada por quem tem marcas/ empresas que vendem produtos. É invenção de quem tem dinheiro para campanhas publicitárias e propagandas e quer lucro, ou seja, mais dinheiro, fortuna. Alguém poderia falar, "ah mas o consumo move o mercado, distribuindo riqueza". Não, consumismo é a CENTRALIDADE NO CONSUMO: Consumir como se não houvesse amanhã, sem pensar, deixando todo o resto em segundo plano. Isto gera descaso com o meio ambiente e com o destino dos resíduos dos produtos, portanto, causa a poluição descontrolada de rios, matas, oceanos, da atmosfera etc. 

Para propagar essa necessidade artificial de consumo, obviamente houve necessidade do aumento da produção de bens comercializáveis dentro do sistema predominantemente capitalista (produção e consumo para lucros em primeiro lugar, é claro). Nas empresas de diversos segmentos então, espalhou-se a ideia de produzir cada vez mais, relegando o bem estar social, a qualidade de vida e o meio ambiente como assuntos secundários. O discurso que prega a importância da produtividade e do mérito então, obviamente foi propagado nas empresas e além delas, como nos meios de comunicação em massa e posteriormente nas redes sociais. Assim fica nítido que a necessidade de consumir criada artificialmente está relacionada à doenças psicopatológicas como depressão e ansiedade, ao desperdício, ao câncer causado por agrotóxicos, ao aquecimento global etc. 

Conclui-se então, que conservadorismo e consumismo são distrações que obviamente servem a certos poderes da sociedade como as religiões institucionalizadas e as corporações continuamente interessadas em lucros crescentes. 

A diferença é que o primeiro explora a necessidade afetiva/ sentimental dos seres humanos, manipulando sentimentos para dizer que está tudo bem, que a culpa dos problemas está no desconhecido, no diferente. Já o segundo (consumismo) prega um materialismo escrachado, baseado nas seguintes mentiras maliciosas: 

sucesso é adquirir produtos (das propagandas) ou acumular capital; 

ocorre uma seleção "natural" e "não induzida", do mais forte na civilização urbanizada; 

estes mais "fortes" da civilização são os mais ricos (multimilionários); 

Estes multimilionários chegaram ali por esforço próprio ("mérito") 

Ou seja, o consumismo prega que os mais adaptados a um sistema sócio econômico de ideologia dinheiro cêntrica (capitalista) e ao governo daqueles que enriqueceram mais por usarem sua "inteligência ou esforço" (meritocrata / plutocrata), são os sujeitos ideais, os "bem-sucedidos". Sim, o consumismo se apoia na ideologia capitalista e fomenta o discurso meritocrático. A partir daí entende-se que tais ideologias e discursos não só desagradáveis a algumas pessoas, eles são nocivos para a maioria das sociedades e civilizações. São menos úteis do que fezes, considerando que esta última, popularizada com o nome de bosta, ao menos serve de adubo, colaborando com o plantio etc. Assim, pode-se concluir que na natureza e nas civilizações, o consumo de bens materiais, obviamente é menos importante do que o desenvolvimento racional (da cognição à reflexão) e que o desenvolvimento do sentir (inclui desde intuição até os sentimentos). Este desenvolvimento nos permite entender o meio, seja ele ambiental ou social, para então convivermos e progredirmos não só materialmente mas eticamente também. 

Ascetas - Fanáticos Espiritualistas? 

Anti consumistas existem há milênios e os ascetas são alguns deles, mas o que é um asceta? 

Um eremita que não faz sexo e frequentemente jejua? 

Um magrelo que senta ou deita numa tábua cheia de pregos? 

Um cara que medita o dia todo e levita? 

Nada disso. A palavra asceta vem do grego e significa alguém que exercita o espiritual. Pode-se concluir a partir da etimologia desta palavra e da história da Grécia, que ascetas eram pessoas que praticavam atividades relativas ao espírito, ou que se dedicavam ao aperfeiçoamento de seus espíritos (ou de suas almas, não faz muita diferença). Historicamente é aceito que os discípulos de Pitágoras (pitagóricos) eram filósofos, cientistas e ascetas. Sim, cientistas dentro das possibilidades de sua época na Grécia clássica e também religiosos devotos (ascetas). Neste sentido esta combinação não difere muito dos ensinamentos de Sócrates e Platão. 

Devoção não significa fanatismo, muito menos intolerância ao diferente, mas exige moderação entre várias atividades. Esta moderação servia para o asceta poder dedicar bastante de seu tempo com suas atividades essenciais, pois a filosofia (a amizade com o saber) era não só a filosofia como é conhecida hoje, mas era ciência e religião também. A partir daí a moderação era, e ainda é, mal vista por pessoas acostumadas (ou até viciadas) com os diversos luxos: Sejam banquetes, festas, orgias, ou bens materiais tidos como preciosos. 

Alguém poderia falar: Oras, eles (os pitagóricos e socráticos) eram uns cientistas de araque porque eram religiosos! Será? Há uma prova empírica disto? Certamente não. A revolução feita por esses e alguns outros filósofos da Grécia Clássica foi praticamente única: Em seu tempo a civilização helênica (grega) fez vários avanços notáveis na filosofia e na construção de conhecimento: desenvolveu a matemática, a geometria e começou a trazer a importância da ética para organização social, ou seja, política. Após a unificação das cidades-estado helênicas em um império, a cultura grega com todos seus saberes começou a se propagar para várias partes do mundo: A esfericidade da Terra por exemplo, foi teorizada por Pitágoras (570 aC - 490 aC), aceita por Sócrates e por Platão, calculada por Erastótenes (276 aC - 194 aC) e difundida até o tempo de Crates de Mallus (~220 aC - 140 aC). O Império "Greco-Macedõnico" ruiu não devido a seus avanços filosóficos (que incluia um saber pré "científico"), nem a espiritualidade de seu povo, mas sim devido a ganância, em grande parte, de líderes militares que, desejando mais terras e riquezas, atacaram uns aos outros em batalhas sangrentas e acabaram dividindo o império. O conhecimento filosófico / "pré científico" parou de se propagar, possivelmente com a expansão do Império Romano após a conquista de regiões de cultura grega, como Pérgamo. 

Com a decadência do Império Romano, muitos destes conhecimentos ficariam restritos à igreja católica (e/ou ao Califado Rashidah/ Omíada), que consolidaria seu poder durante e após a queda do império. Porém, a filosofia de muitos destes autores "gregos clássicos" sobreviveu nos impérios árabes e só retornaram à Europa após o período da construção das primeiras universidades e das primeiras cruzadas durante o século 12. 

Materialistas são realistas? 

Mais uma vez devo lembrar que o sufixo ismo refere-se a uma centralidade ou a uma doutrina (baseada no termo anterior ao sufixo). 

Admitir a matéria como centro de todos assuntos ou de uma doutrina, não evita questionamentos importantes, afinal o que é matéria? Todos elementos encontrados nos 3 ou 4 estados - sólido, líquido, gasoso e plasmático? Do que é feita a matéria? Átomos? Prótons, nêutrons e elétrons? Porque só a bilionésima parte do átomo é formada por partículas? Os prótons são constituídos de quarks, mas quarks são sub-partículas? Os elétrons estão em movimento ou parados? Há estudos que indicam que não estejam em nenhuma destas condições conhecidas. O que é mais importante, a partícula ou o campo eletromagnético do átomo? O universo é só tridimensional? Ou seja, a partir destas questões fica claro que materialismo é um conceito simplista e possivelmente obsoleto. Esta observação não se trata de desprezar as ciências exatas ou o método empírico e sim de começar a dar a devida atenção para certos campos como, por exemplo, para a base teórica da física e das demais ciências, para a ética e sua ligação com a filosofia e a ciência e para as teorias das frentes da psicologia fenomenológica e psicanalítica. 

Atacar ou menosprezar modelos mais teóricos, seja das ciências exatas ou das humanas serve a alguém. Toda ação tem um porque e uma finalidade. Crer que o acaso gere algo, é tolice, o próprio prefixo da palavra acaso é uma negação, portanto acaso significa "não-caso" ou sem causa. O não ou o nada não podem ser provados por método de estudo algum. Prova-se o que existe, seja fácil ou difícil de descobrir... Inclusive os termos corretos deveriam ser encoberto e descoberto. 

Os ataques aos modelos mais teóricos (os que conheço melhor são da psicologia e não da física) então têm a finalidade de impedi-los, portanto possuem objetivo de estagnação ou encobrimento dos estudos, teorias etc. Este é um comportamento comum de quem está confortável, ou por cima de uma situação. Como mencionei em outros textos, esta é uma tática usada por lideranças religiosas, econômicas, políticas e militares… Mas sabemos que na civilização humana, a classe científica/ acadêmica não está no topo. Este topo refere-se a quem tem mais recursos e obviamente é ocupado pelos mais milionários, que em geral são "mega empresários". E sim, os indivíduos que compõem esta classe, são predominantemente materialistas. Acumular recursos que sustentariam milhares de famílias por décadas, enquanto milhões de pessoas passam fome pelo planeta é uma prova disto. 

Além do materialismo, é sempre bom lembrar o nível da ganância, que nada mais é do que parte da ideologia capitalista. Se há provas disto? Sim, há: 

Uma prova é os empresários mais ricos fazerem lobby em busca de mais benefícios próprios enquanto a humanidade passa por uma situação de desigualdade e miséria. Outra prova é poluir ou destruir biomas do planeta em busca de mais benefícios próprios. Outra prova é evitar pagar imposto em busca de mais benefícios próprios, enquanto pessoas com renda 100 ou 1000 vezes inferior pagam seus impostos…  Enfim, não faltam provas que a ganância é uma (ou a) força motriz do capitalismo. Esta ganância nociva a maior parte da civilização é também prova de que os indivíduos que constituem o topo da "cadeia socioeconômica" da Terra possuem psicopatologias. Isto de maneira alguma fazem deles vítimas, pois as ações de tais indivíduos afetam milhares ou até milhões de pessoas, seja em um país ou no mundo todo. 

Parece até um conto mitológico ou de fantasia, mas não é impossível descobrir alguns destes indivíduos: Em mídias de direita (de teor capitalista, neoliberal, como a Forbes) eles ocasionalmente aparecem como bons exemplos, praticamente ídolos. Já em mídias de esquerda (seja social democrata ou até de ideais comunistas), eles são geralmente expostos, por seus crimes e ações mesquinhas. Ações que certamente provam que são psicopatas ou sociopatas. 

 Troca de Poderes na História Ocidental 

Esta classe que ocupa o topo da cadeia socioeconômica não é novidade. Ela foi se formando a partir de burgueses europeus que foram adquirindo direitos gradualmente a partir da idade média baixa (no século 14, quando ocorreram grandes conflitos entre ordens religiosas e aristocracias). Naquela época as coisas até pareciam equilibradas, já que eles concorriam com outras poderosas classes - a aristocracia e o alto clero. Além disto, tais classes "burguesas" não têm uma raiz única: muitos grupos foram se juntando a eles, como calvinistas, companhias privadas de navegação etc. 

No século 15 acabam as tentativas de conciliação entre a igreja católica romana e a ortodoxa na Europa. Dos concílios restaram apenas as discussões filosóficas das universidades, que, somado a chegada e transformação da imprensa na Europa, fomentou a "renascença" deste continente. Mas como nem tudo é um mar de rosas, o Império Otomano dificultou o acesso das potências europeias aos produtos orientais (da Ásia). Eis que alguns países europeus passam a buscar novas rotas e passam a explorar severamente a África subsaariana e a América. 

Na virada do século 16 para o 17 os europeus atingem um nível de exploração de recursos naturais do mundo jamais visto antes na história. Os espanhóis levaram quantidades gigantescas de ouro e prata do Império Inca para Europa e acabaram sofrendo pesadas derrotas e saques nas mãos de ingleses (1588) e de neerlandeses (holandeses, por volta de 1628-1630). Em 1621 os neerlandeses criam a primeira companhia de capital aberto, a Western Indian Company (WIC). O discurso liberal começa a ganhar muita força, pois o sistema mercantil centrado nas monarquias se mostrava obsoleto: Havia riqueza para todos os europeus exploradores e colonialistas, então era possível o aparecimento de novos poderes. Com o discurso de supostos representantes do povo, a burguesia começava a conquistar seu espaço. Misturando-se com os conflitos religiosos entre protestantes / calvinistas e católicos, no ano de 1640 os burgueses fazem exigências para a monarquia inglesa que acaba apreendendo o ouro privado. Pouco tempo depois, em 1642 começam os conflitos que acabariam com o assassinato do rei inglês e a instauração da Comunidade ("República") Inglesa em 1649. Obviamente as aristocracias reagem na Europa e em 1660 a monarquia volta ao poder na Inglaterra. Os conflitos eventualmente continuaram e já não tinham nem traços de causas nobres: Notoriamente tornaram-se uma mera disputa de poderes. A exploração de mão de obra escravizada e a quantidade de riquezas extraídas da África e principalmente das Américas poderia ter resolvido todas as solicitações de justiça social e religiosa dos países europeus que originaram a disputa entre católicos e protestantes. Tais conflitos que se consolidaram nas guerras hussitas (1435-1436) e politicamente na "reforma da igreja" (1518-1529), se alastraram pela Europa, transformando-se nestas guerras de interesse econômico do século 17. No final do século 17, discordando dos métodos investigativos do continente europeu (o racionalismo/ pensamento cartesiano, desenvolvido em meados do mesmo século), os britânicos propõem o empirismo como método científico. Talvez tais movimentos discretamente façam parte dessas disputas por poder e influência, mesmo porque alguns destes mesmos britânicos (ingleses) registram e propõem a ideologia liberal. Estava consolidado o liberalismo: Liberdade esta que não libertava os escravos, pois tratava-se só de uma ideologia de classes sociais endinheiradas, resumidamente de burgueses. O frágil equilíbrio entre burguesia, clero e aristocracia acabaria desfazendo-se em mais alguns conflitos de interesses. 

A partir daí, no início do século 18, ocorrem a expansão colonial britânica (que derrota a França absolutista em diversos conflitos pelo globo) e a supressão das missões jesuítas pela aristocracia Luso-espanhola. No final deste século também começava a revolução industrial (motores a vapor etc) e o declínio das monarquias (com a independência dos EUA e a Revolução Francesa). Aí surgem os termos direita e esquerda, conhecidos até hoje: A direita que defendia a liberdade dos comerciantes bem sucedidos (burgueses) apoiada por alguns setores da igreja europeia e a esquerda que pretendia aprofundar a revolução redistribuindo riquezas aos mais pobres. Ainda que os 2 lados tenham cometido erros, ou se corrompido em certos momentos, é interessante lembrar que poucos foram os enriquecidos (essencialmente a direita) que perderam suas fortunas, influências e poderes. Conforme a escravidão foi sendo lentamente abolida nas colônias dos países europeus, classes de trabalhadores pobres foram colocadas em seu lugar e estas tiveram que lutar contra a exploração física, social e até mental. 

Nada disso justifica os mais ricos explorarem os mais pobres e os mais humildes. Na verdade tais fatos só provam que quem tem poder (aqui fica nítido que os maiores poderes do ocidente desde a renascença foram o econômico e o religioso) e não abdica disto, é orgulhoso e/ou egoísta. Egoísta obviamente se trata de essencialmente ganancioso nestes casos. Qualquer um pode notar isso, a menos que negue a realidade. O capitalismo não é uma força da natureza, não "pré-existe" a humanidade e a verdadeira fé cristã não aceita enriquecimento enquanto pessoas vivem na pobreza ou na miséria. 

Grandes fortunas só se justificam (de tornar justo) quando aplicadas em grandes obras humanitárias e principalmente em projetos para o progresso de toda humanidade. Não apenas para uma pequena parcela de humanos enriquecidos. Quem acumula grandes riquezas materiais não é um exemplo de racionalidade, muito menos de empatia (no sentido de ser solidário, que se põe no lugar do outro). Não é a favor do progresso científico nem da verdadeira espiritualidade.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Ideologias e seus Impactos no Brasil de 2015 a 2018

 

 Este texto é uma adaptação de meus "comentários" nas redes sociais entre os anos de 2015 e 2018

Etimologia na Economia e na Política 

Vamos considerar que o povo está interessado em entender e esclarecer sobre política e ninguém está simplesmente querendo provar que está certo sem dar o braço a torcer... Não é preciso especialização, só linguagem clara, ou seja o uso da etimologia das palavras, para explicar de modo resumido: 

Liberal-Ismo: Doutrina (centrada) na liberdade, principalmente a liberdade de comércio. 

Esta doutrina ganhou força ao se contrapor às monarquias no final do século XVIII (18), prometendo maior liberdade ao “povo”, mas favorecendo os comerciantes mais enriquecidos, é claro. O liberalismo não definiu onde acaba a liberdade dos comerciantes e empresários bem sucedidos, mas supondo que não foi um movimento extremista, o liberalismo deveria prezar pela concorrência de mercado clara e justa, sem oligopólios, respeitando leis comerciais, ambientais etc. Porém não foi o que aconteceu: a colonização escravagista seguida pela industrialização apoiada em mão de obra barata gerou uma desigualdade social onde os poucos mais ricos juntaram quantidades de riquezas suficientes para sustentar milhares de famílias por várias décadas, talvez por um ou dois séculos. Já os mais pobres neste sistema, além de não terem renda para viver com dignidade, cresceram muito em número. Resumidamente, seus maiores apoiadores foram a Inglaterra, os EUA e países "aliados", desde o fim do século XVIII até o fim da guerra fria no século XX (20). 

Social-Ismo: Doutrina (centrada) na sociedade, resumidamente em um estado ou nação. 

Este movimento político/ filosofia foi ganhando força no final do século XIX (19), mas só se consolidou no século XX. Seus apoiadores eram críticos do liberalismo que havia fomentado tanta desigualdade e miséria, beneficiando apenas pequenas parcelas do setor privado. 

O que aconteceu em muitos países que adotaram este sistema (como a URSS), foi que os representantes da nação se comprometeram de "achatar a economia", ao menos em partes através de estatizações, fornecendo uma "infla" estrutura que falhou por uma série de motivos. Houveram casos de incompetência de gestão pública, mas o fator principal foi a concentração de poder nos "representantes do povo" que obviamente corrompeu o estado. Este sistema concorreu com o liberalismo desde 1946 até 1991, quando foi derrotado pela doutrina (neo) liberal com o fim da guerra fria e a dissolução da URSS. 

Comun-Ismo: Doutrina (centrada) no bem comum, ou seja, maior equidade / igualdade de poder além (acima) do conceito de estado/nação. Uma utopia, a qual os países mais próximos disto são alguns dos sociais democratas onde a diferença de renda é mínima. O comunismo nunca foi implementado em país algum. 

Neo Liberalismo: Liberalismo "novo", incentivado entre os anos de 1986 e 1991, pelas instituições financeiras e corporações que não quiseram perder suas fortunas : O neoliberalismo passou a propor que os governos investissem cada vez menos nas estruturas básicas (infraestrutura) de suas nações. Alegando que todo governo é corrupto, que todo setor público é ineficaz, e maliciosamente chamando investimento em infraestrutura de "gastos públicos", o neoliberalismo propôs financiar diversos setores e ações, objetivando lucro ao setor privado composto por corporações/ grandes empresas multinacionais. 

Em prática, neoliberalismo é o "Capital-Ismo" sem regulação, ou seja, selvagem. Mesmo porque, etimologicamente o capitalismo é a doutrina do capital, onde quem tem mais dinheiro ou mais recursos, tem mais poder: "Sugere" leis (lobby), "financia" (compra) políticos e prega para que todos busquem seu próprio acúmulo de capital (meritocracia). 

Porém dinheiro não é produzido infinitamente para alegria de todos, pois há o lastro. E aqueles que realmente se beneficiam deste sistema não querem acabar com o lastro, é óbvio... 

Invenções Repetidas 

No século XII a.C (12 antes de Cristo), após as guerras que causaram a destruição dos registros das relações reais e religiosas e do sistema comercial em torno do Mar Mediterrâneo e do Levante, alguns poetas gregos simplificaram e distorceram a história das civilizações (micênica, hitita, cananéia etc), digamos que, de certo modo, criando a mitologia: Os "deuses" impulsivos traiam, matavam, enganavam, mas gostavam dos mortais. Mortais que passaram a venerar esses "heróis". Já os titãs, os gigantes e feras monstruosas eram responsáveis por tudo de ruim que acontecia no mundo. 

A história se repete e os mais ambiciosos e corruptores continuam evitando mostrar suas faces. Só inventam heróis e vilões. Embora exista a tendência das pessoas praticarem o "culto às personalidades" (idolatrar famosos), na política do Brasil é muito mais comum inventar super-vilões: De tempos em tempos pegar um ou outro indivíduo (geralmente político) e culpá-lo por tudo o que acontece de ruim no país. Isto faz parte do discurso anti-política, que acaba sendo anti democrático também. Tal discurso só favorece quem tem mais poder, geralmente poder econômico (dinheiro, bofunfa, grana...) 

O brasileiro médio (que ganha um salário mínimo) têm que trabalhar, cuidar da família, pagar impostos e cumprir com suas obrigações cívicas, então tempo para fazer política, se instruir e para participar de debates, não têm. 

Os típicos brasileiros acordam cedo, se espremem suados em péssimas conduções públicas, se alimentam mal e chegam a altas horas da noite da labuta diária, para, depois, serem chamados de vagabundos por escravagistas endinheirados, meganhas, bandidos ou governantes que não lhes permitem aposentar. 

O que entrou no governo pós 2015? 

Durante o governo federal mais"esquerdista" (petista) a tomar posse no Brasil, o país ficou com rabo preso ao oligopólio financeiro, (BB, CEF, Bradesco, Itaú/Unibanco, Santander e mais um banco gringo que não me lembro agora) através de uma dívida pública exorbitante. 

Um governo socialista, popularmente chamado de esquerdista e erroneamente chamado de comunista, jamais se sujeitaria a tal situação, então os governos petistas foram no máximo de centro-esquerda, devido a algumas iniciativas sociais (bolsa-família, PROUNI etc). 

Meses antes do show "evangélico" (o impedimento, ou "impeachment", de Dilma Rousseff do PT, o Partido dos Trabalhadores), regado por frases do tipo: "Por Deus, pela família" e blablablá), a líder petista, já discursava a favor do mercado. 

Mas era muito tarde para Dilma se curvar diante "o mercado" e a presidência do Brasil foi assumida por um senhor claramente oportunista do "Partido do Movimento Democrático Brasileiro": Michel Temer guinou o país a direita, chegando a falar abertamente em algumas entrevistas que o PT foi removido do poder através de um golpe porque não aceitou a agenda privatizadora e anti infraestrutura solicitada por certos setores privados, como a Chevron, entre outras grandes empresas. 

O PMDB, um partido que praticamente age como bancada de negócios, fez o previsto: Deixou de arrecadar impostos dos grandes empresários multimilionários, sucateando a infraestrutura do Brasil. Afinal o que esperar desse povo pró oligopólio, pró obscurantismo? 

Retrospectiva "Temerosa"

Uma famosa emissora de televisão pertencente a uma tal família Marinho, fez a seguinte Retrospectiva da virada de 2017 para 2018: 

"12 milhões de desempregados, o governo atual (Temer - PMDB) aumentou os gastos e arrecadou menos impostos deixando os cofres públicos vazios" 

E a pérola contraditória em seguida: "... a gastança dos anos anteriores (Dilma - PT?) foi que deixou o país em crise". Assim seguiu a desinformação em massa: Deu a entender que apesar dos erros grosseiros e da corrupção do presidente Temer, o super vilão inventado pela Globo foi a Dilma e/ou o Lula, que presidiram o Brasil antes do PMDBista. 

MBL: Movimento "Brasil Livre" - Livre de que? 

 Integrantes do MBL saíram em fotografias apoiando políticos como Eduardo Cunha e Bolsonaro (que parece uma terrível mescla de Bozo com Nero). Suspeito de uma série de crimes, Cunha foi preso em 2016, então o MBL "descobriu" que o cara era corrupto até o osso... 

O MBL apoiou a posse do Temer e quando descobriram em 2018 que o ex-vice estava atolado em esquemas fraudulentos, passaram a fingir que eram neutros. 

O MBL fez eventos com Gilmar Mendes, que defendeu o suspeito Aécio Neves (PSDB) até cansar e posicionou-se contra a bombástica delação da Odebretch... 

Como acreditar que o MBL é um movimento pelo BEM do Brasil? Para mim é impossível.

O Movimento Brasil Livre (MBL), deveria mudar seu nome de acordo com seus ideais: É um movimento de indivíduos de classe média alta que abominam as causas sociais, desprezam a infraestrutura do Brasil e seguem interessados em ganhar poder e influência na política. Para isso espalham mentiras sobre seus desafetos políticos, tentando esconder o fato que eles também se envolvem em esquemas de fraude e corrupção. Poderia se chamar Movimento Boataria Livre ou um nome mais feio, representando seu envolvimento em "sujeira" (fraudes, falsidade ideológica, propaganda enganosa, crimes etc). 

Lado na Política 

 Acabei de mostrar que o discurso antipolítica tem um lado - sempre serve a alguém. E este alguém não é a maioria: se refere a uma minoria detentora de um poder não político, ou seja, o poder econômico, o poder religioso e o poder militar. Isto não ocorre só no Brasil, pois também acontece em outros países, como nos EUA, onde o candidato republicano (de direita) Donald Trump venceu as eleições com discursos racistas que jogavam a culpa dos problemas dos EUA em latino americanos e em muçulmanos. 

Portanto quem grita "foda-se a política" elege Trump e quem acredita em conspiração "latina-comunista" também elege Trump sim, caros leitores! Quando as pessoas destroem o centro e a esquerda sobra somente a direita hiper capitalista, ignorante, xenófoba e antipolítica. 

Instituição Anti Infraestrutura 

Durante o governo Temer, propagandas mentirosas de teor anti-político circularam livremente pela internet: "Se você é contra o limite de verba para infraestrutura, você é contra o Brasil." 

Isto é a tradução da estranha petição da Empiricus que espalhou-se da Folha de São Paulo ao Facebook. Como já mencionei, os grandes empresários multimilionários e seus apoiadores e porta-vozes, chamam verbas para infraestrutura de "gastos públicos". Foi assim que o neoliberalismo pregou a austeridade, destruindo transportes públicos. sucateando instituições de saúde e ensino gratuitos e até mesmo desfazendo setores de segurança pública em variados países pelo mundo, desde o início dos anos 90. 

Valentia um tanto Covarde 

Embora o termo valente seja usado para definir uma pessoa corajosa, o mesmo não se aplica ao termo "valentão". Este termo está mais próximo da palavra inglesa "bully". O valentão não é uma pessoa corajosa: É o que gosta de agredir os outros. 

Este tipo de pessoa é comum de se encontrar, e existem inúmeros relatos sobre eles principalmente em escolas. Na verdade o valentão está mais para covardão: é o típico cara fortão que sai procurando brigar com o mais fraco, ou pode ser aquele cara que se junta com outros para agredir alguém que está sozinho. 

Posso dizer que tenho a experiência empírica em ser alvo deste tipo de gente, como por exemplo, lembro-me que quando eu estudava na 5ª ou na 6ª série do ensino fundamental, dois caras se juntaram e foram me socando por um quarteirão todo. Aquilo ficou na minha mente por alguns anos e obviamente é uma situação em que nos sentimos indefesos, impotentes e forçosamente humilhados. 

Além do ambiente escolar, onde este tipo de valentão pode prosperar na sociedade? Viver com oportunidades para provocar, humilhar e agredir os outros exigem um ambiente onde a paz não seja bem vinda, ou exige um ambiente onde o confronto seja comum - Ou o cara entra no "mundo" do crime, ou na polícia, ou no exército. 

Não há espaço para um valentão nas áreas práticas (profissionais) de humanas, sequer nas biológicas ou nas exatas. O valentão não vai se satisfazer construindo, nem estudando, afinal ele precisa mostrar que é melhor que alguém, agredir alguém, ou ambas as coisas. 

Daí o porquê é tão comum vermos casos de violência policial e notícias sobre criminosos violentos. Daí o porquê um cara que odeia estudar, odeia negros, odeia mulheres, odeia o público LGBT e que fala em metralhar os outros, ganha as eleições. Em 2018, muita gente achou que estava votando em um capitão que ia "por o Brasil nos eixos" na base da valentia. Como um grosseiro e bizarro herói - anti-herói. 

Essa "valentia" vem da formação da pessoa. Independente se você acredita em personalidade ou não, o fato é que a criação e a vivência das pessoas essencialmente determinam padrões de comportamentos. O comportamento valentão foi cultivado por décadas, ou talvez, durante séculos, seja no Brasil, ou em outros países. O fato é que no Brasil, este é o comportamento adorado e propagado em certos ambientes e "tribos sociais", como fazendeiros, homens do interior, em cursos superiores elitizados como medicina, engenharia e direito, em quartéis, na polícia, no tráfico etc. 

Pouco ou nada foi feito para combater este "ensino" torpe que se propagou por diversos setores da sociedade... Até que em 2018 colhemos o fruto podre no Brasil. 

Conclusão 

É possível combater o elitismo e o culto à violência... com mais violência? 

Não faz sentido. A direita que sempre serviu o elitismo está no poder brasileiro desde 2015 (fora governos anteriores ao Lula etc). Não houve melhoria alguma desde então. Eles se apoiam em falácias e têm o apoio da mídia e do poder militar. As críticas feitas ao governo Bolsonaro, por mídias como a rede Globo, são meras cortinas de fumaça. Enquanto SBT e Record apoiam abertamente a demolição da infraestrutura e os discursos brucutus de valentia do governo "Bozo-nero", a Globo apenas tenta abraçar as causas identidárias, fingindo uma aliança anti governo. 

É preciso paciência para instruir quem ainda quer entender e melhorar o país... e é preciso militância sim, seja pró infraestrutura, ou a favor dos mais vulneráveis. Mas é preciso união entre estes setores. Pode parecer coisa de uma "esquerda florida", mas não é tempo de generalizações: Não deve-se odiar todos religiosos porque alguns apoiam o governo bozo-nero. Não é útil criticar o movimento anti-racista só porque alguns negros enriqueceram e vivem "entre as elites". É preciso identificar aliados potenciais interessados em humanizar o país e dar condições dignas à sociedade, buscando união, afinal sectarismo e segmentação só servem aos gananciosos e a quem já está em posição de oprimir.